DRAGÃO AMARELO

 

TEXTO sobre FILOSOFIA

DRAGÃO AMARELO

 

A Lenda do Rei Arthur


Bem, muitos conhecem ou ouviram falar sobre o Rei Arthur. E há ainda diversos contos em torno deste célebre personagem que muitos não sabem se foi real ou fictício.

Como bem sabemos muitos escritos, contos, poesias, etc..., que nos legaram muitos escritores, em realidade tem um tom de párabola, ou de mito. Assim que estes contos ou histórias sobre o Rei Arthur não poderia ser diferente. Ao corrermos os olhos nestas fábulas fantásticas vamos perceber que há símbolos bem marcados nos demonstrando que há algo "por detrás" destas histórias, algo a nos ensinar por trás do mito e é isto o que nos interessa.

Os contos ou histórias sobre o Rei Arthur contém alguns elementos bastante interessantes sobre os quais devemos buscar refletir. São eles: o Santo Graal, a Excalibur e os 12 cavaleiros da távola redonda.

Bem, primeiramente se analisarmos o nome Arthur, teremos algo bastante significativo, pois Ar-Thur ou Ra-Thor. Onde Rá ou Deus representando o Sol para os Egípcios ou o próprio Cristo, e Thur=Thor, representando este Deus do Trovão para os nórdicos, que é o próprio desdobramento do Cristo. Em síntese, é o Cristo e seu desdobramento que no fundo é Ele mesmo.

Iniciamos com a simbologia dos cavaleiros. É uma clara alusão, a outro conto ou mitologia cristã, que são os 12 apóstolos, ou 12 constelações, por isto a távola redonda, ou seja o próprio cinturão zodiacal. Para que surja o Cristo dentro de nós mesmos, para que Ele nasça dentro de nós, é necessário estes 12 apóstolos se fazerem presentes, dentro de nós mesmos, aqui e agora. Claro que cada apóstolo, sendo cada fração de nosso Real Ser Interior, tem uma inteligência a ser encarnada, vivenciada, assimilada, e para o desenvolvimento destas 12 partes Autônomas e Autoconscientes de nosso próprio Real Ser Interno, aconselhamos a leitura da Obra literária intitulada "As Jóias do Dragão Amarelo" - Capítulo 12. V.M. Lakhsmi Daimon.

Posteriormente observamos o mito de Excalibur. Onde esta espada estava encravada em uma Pedra e somente o Rei Arthur conseguiu retirá-la.

Ao analisarmos a palavra E-X-Cali-B-Ur, chegamos a algumas conclusões. A letra "E", representa as 3 forças primárias da natureza, Pai, Filho e Espírito Santo. A letra "X" representa o número 10 além de representar o apóstolo André, que é a fração responsável dentro de nós mesmos por assimilar, misturar os mercúrios das duas forças (1) e (0), e mais a terceira força (8) que surge da união destas duas, é o ato sexual em movimento, a energia da criação, o ato sexual entre esposo e esposa. Também representa dentro de nós mesmos o trabalho com o equilíbrio das 3 forças primárias (Pai, Filho e Espírito Santo) dentro de nós mesmos. Cali vem a significar Negro e Ur significa Fogo, assim como a cidade de Ur na antiga região da Caldéia. Alguns podem pensar, se este fogo é negro, como pode ser "Bom"? Primeiramente bom e mau são conceitos que temos, e em realidade como nos ensina o VM Samael: "Bom, é tudo que está em seu devido lugar". Esta expressão Cali, nos remete a Lúcifer, à força criadora sexual do terceiro logos de onde extraímos e trabalhamos na forja dos Cíclopes, ou em outras palavras, com o Fogo. Quanto a letra "B" vemos que se assemelha ao arcano 13. A Morte ou a Imortalidade, ou ao 4 = 1+3, que é a Cruz, dentre outras compreensões que podemos vir a ter.

A própria simbologia da Espada, Excalibur, estar encravada em uma pedra nos remete a isto tudo, pois como sabemos nos gnosticismo, a Pedra representa o próprio sexo, em outras palavras o poder, nossa espada, nós a retiramos da pedra, do sexo. Mediante o trabalho alquímico sexual (na Pedra ou a própria pedra em si), retiramos a espada de nossos poderes mágicos desta pedra bruta, nos purificamos e tornamos nossa vontade unida a vontade do Pai.

É óbvio que o único que pode "retirar" esta espada da pedra é Arthur, é o Cristo, nos conferindo os poderes da alma, Fogo, já que a simbologia está muito atrelada a Maestria, a um reinado (o Reinado do Ser), e na quinta iniciação de Mistérios Maiores, é onde adquire-se por direito, esta Maestria, pois é onde a Vontade Humana recebe os dons ou atributos anímicos e espirituais do Ser, e sua Vontade se faz uma com a de Seu Pai. Recordem o trecho da oração do Pai nosso, onde oramos "Faça-se a Tua Vontade, assim na Terra como no Céu", e também o trecho onde Jesus sofre no jardim Getsemani, onde diz: "Pai, se é possível afasta de mim este cálice, mas não se faça a minha vontade mas sim a Tua!".

Chegamos ao ponto onde falamos do Santo Graal. Onde este é a viva e clara representação do Yoni feminino, do útero, é onde nos tornamos Homens autênticos, onde realizamos a Obra do Pai. É onde o Rei Arthur vai beber na taça Sagrada de Ginebra.

Outro ponto interessante é descobrir que o sobrenome deste Rei é Pendragon, ou seja, relaciona-se também com o animal mitológico, o Dragão.

Poderíamos detalhar mais, ou nos aprofundar mais sobre o tema, mas deixemos estas palavras e abordagens para que cada um reflita sobre o que foi exposto para que possam chegar as suas conclusões, já que o conhecimento abarca gamas variadas e em diversos níveis para cada um de nós mesmos. O importante é tomarmos consciência destes mitos dentro de nós mesmos.

19/06/2018